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Archive for the ‘Software Livre’ Category

Obtendo o tempo ocioso em uma sessão do X


Recentemente me deparei com uma pergunta no VOL a respeito do tempo ocioso em uma sessão em modo gráfico. A ideia era que estando o usuário sem realizar qualquer atividade na frente do PC depois de um determinado tempo, fosse deslogado automaticamente. Em modo texto, é possível fazer isso  através da variável TMOUT, mas isso não funciona em modo gráfico.  Em modo gráfico seria necessário obter o tempo ocioso de um usuário que estivesse usando KDE, GNOME, etc, verificar se esse tempo era maior ou igual a um tempo limite e caso fosse, executar um script que desconecta o usuário. A parte de desconectar o usuário não é difícil, mas obter o tempo ocioso do usuário se fez mais complicado. A saída do comando w tinha informações para as sessões em modo texto, mas nada de uma sessão do X. Pensei em obter esse tempo também via D-Bus, perguntando ao gnome-screensaver (no caso de um usuário estiver usando o GNOME ou XFCE), mas notei que o método GetIdleTime, não estava mais disponível.

Dessa maneira, decidi escrever um humilde programa em C usando a Xlib para obter essa informação e então aproveitá-la em um script. Não sou um expert com essa biblioteca, mas o procedimento era bem simples. O programa xidle, como chamei, retorna o tempo ocioso de uma sessão do X em segundos. Segue abaixo o programa, bem como uma explicação nos comentários sobre como compilar ele:

/*---------------------------------------------------------------------
 *    Imprime o tempo de inatividade de uma sessão do X em segundos.
 *
 *    Obs: Compile esse programa com o comando:
 *         $ gcc -o xidle xidle.c -lX11 -lXss
 *
 *         Depois mova-o para um diretório no seu PATH (um bom local
 *         seria o diretório /usr/local/bin)
 *
 *    No Fedora, é necessário instalar o pacote 'libXScrnSaver-devel'
 *    e 'libX11-devel' para poder seguir com a compilação.
 *
 *                 Autor: Elder Marco <eldermarco@gmail.com>
 *                 Data : 13/09/2010
 *    Última modificação: 07/11/2010
 *---------------------------------------------------------------------*/
#include <X11/extensions/scrnsaver.h>
#include <X11/Xlib.h>
#include <X11/Xlibint.h>
#include <stdio.h>

int main() {
     XScreenSaverInfo *info;
     Display *display;

     info = XScreenSaverAllocInfo();
     display = XOpenDisplay(NULL);

     XScreenSaverQueryInfo(display,
                           DefaultRootWindow(display),
                           info);
     printf("%.0f s\n", (float)info->idle/1000);

     Xfree(info);
     XCloseDisplay(display);

     return 0;
}

Considerando que você moveu o programa compilado para algum diretório no seu PATH, basta fazer:

cut -f 1 -d' ' <(xidle)

para obter esse tempo. 🙂

Obviamente, se você executar o programa xidle a partir do terminal, ele sempre vai retornar 0s, já que você acabou de dar um ENTER… mas se quer testar, você pode usar o comando sleep para esperar um tempo e depois executar o xidle (só não toque no teclado e nem mexa no mouse enquanto isso!). Veja:

$ sleep 11 && xidle
11 s
$ sleep 11 && cut -f 1 -d ' ' <(xidle)
11

E pra finalizar, depois que terminei esse programa, encontrei um outro que embora não retorne o tempo ocioso — até onde pude ver –, ele executa um script depois de um tempo de ociosidade do usuário. Procure por xautolock no Google.

Minhas impresssões com o Ubuntu 10.04 – Lucid Lynx


Sempre fui um usuário do fedora.  Sou até chato de vez de quando, de tanto que falo dessa distro para amigos. Não porque eu a ache melhor que as outras ou coisa do tipo. A verdade é que simplesmente sou apegado a distro por me identificar com ela ou simplesmente porque aprendi a gostar dela, conforme fui me envolvendo com  o mundo do software livre. No entanto, resolvi deixar de lado  esse meu apego  e me aventurar em terras um pouco (não muito) desconhecidas de outras distros. Eu já usava o Arch Linux  e Ubuntu através de uma máquina virtual, com a intenção de conhecer sem ter de formatar o PC ou ficar a rodar pelo LiveCD (no caso do Ubuntu), mas tomei uma decisão faz pouco tempo de mudar minha distro padrão e então baixei e instalei o Ubuntu 10.04 Lucid Lynx  64 bits no meu PC e também no do meu pai.

Uma coisa que sempre me chamou a atenção no Ubuntu, é que a equipe de arte da distro sempre fez um bom trabalho deixando um visual nessa distro que fica realmente muito bonito, na minha opinião. Eu gosto de desktops bonitos e nessa parte, o Ubuntu teve um ponto positivo comigo, apesar de não ser um suuuper ponto, visto que não considero a parte mais importante numa distro. Mas é alguma coisa, principalmente para usuários iniciantes em que uma primeira impressão pode definir se fica ou não na distro (ou no Linux).

Minha área de trabalho no Ubuntu 10.04 - Lucid Lynx. Ainda a padrão, já que gostei bastante dela.

Logo que dei o primeiro boot, o Ubuntu já me notificou que da existência de um driver (proprietário) para a minha placa de vídeo Nvidia. Eu adorei isso e como sei que, por enquanto,  nenhuma solução livre  trabalha de maneira satisfatória com placas Nvidia, resolvi instalar o driver proprietário e logo tive o compiz também rodando de maneira discreta no meu PC, da maneira como gosto.  Pra ser sincero,  o driver nouveau avançou muito ultimamente e é muito provável que eu passe a usar ele num futuro muito próximo.

A canonical tem cumprido o que disse: “Linux for Human Beings”. Ubuntu é uma distro fácil de usar, configurar, com vários scripts/programas que a deixam ainda mais completa instalando tudo o que usuário precisa (e também o que não precisa..), como codecs, Java, Flash, players, algumas configurações, etc.  O Ubuntu Perfeito, criado pelo Hamacker é muito bom nisso. Existe também o Ubuntu Start e atualmente, foi lançado o Ubuntu Control Center que integra várias serviços do Ubuntu em um mesmo local e também o Ubuntu Tweak.  A comunidade está sempre disposta a ajudar pelos fóruns e o IRC. Aliás, tive um problema com o meu som que não funcionava na parte frontal e encontrei alguém já disposto a me ajudar no canal #ubuntu-br no freenode.net .  Depois de quebrar um pouco a cabeça, descobri o problema, que teve uma solução bem simples.

O gerenciador de pacotes apt-get é  bem rápido, mas muitos usuários dizem que se comparado com o yum, do fedora ele é beeem mais rápido.  Bom, pode ser que no passado o yum era mais lento, mas atualmente não percebi grandes diferenças Achei satisfatório o desempenho dos dois. Os repositórios do programa me impressionaram. Tem software pra tudo lá! É bom saber que se um dia eu precisar, poderia esperar encontrar ele nos repositórios. Mais interessante ainda é launchpad que permite a você criar pacotes para o Ubuntu e disponibilizar para todo mundo. Isso faz falta no fedora, visto que não existe nenhum serviço que permite criar repositários e manter programas nele. Eu, por exemplo, mantenho alguns programas e jogos que empacoto no Open SUSE Build Service, que permite criar pacotes para o fedora, mas nada fornecido pelo comunidade fedora, até onde sei.

Mas nem tudo são flores. Além do problema com o som numa versão de 64 bits que relatei acima, ainda achei três coisas que não me agradaram. A primeira diz respeito a tradução do sistema para o português brasileiro. Houve momentos em que li erros de português ou falta de atenção do tradutor em certos trechos. Acho que seria melhor dizer, falta de atenção mesmo. A questão é que isso não deveria ter passado  em alguma revisão e por ter chegado ao usuário final  dá uma impressão de que a equipe não se importa com a qualidade da tradução feita . Infelizmente, não tenho nenhum screenshot de exemplo aqui, já que não fiquei capturando telas quando via algo assim, mas  encontrei esses erro em alguns lugares e seria bom corrigir. Mas também devo dizer que não foram em muitos, mas o suficiente para me chamar a atenção.

Outro problema chatinho é o painel do GNOME que costuma se desorganizar em algumas sessões. Algumas vezes, preciso abrir um terminal e digitar pkill gnome-panel para corrigir esse problema e não acho uma solução elegante para algo que não deveria acontecer..

O terceiro problema diz respeito ao pacote gmt, um conjunto de ferramentas que utilizo bastante para processamento Geofísico. Geralmente para gerar mapas de anomalias, realizar interpolaçõrd, etc. Quando instalei esse pacote no Ubuntu, percebi que ele não colocou o caminho dos binários para esse programa no meu PATH, fazendo que com que eu tivesse de colocar manualmente editando meu arquivo ~/.bashrc. Houve também um problema de conflito entre pacotes desse mesmo software e não entendi os motivos, mas não era algo essencial, se é que era necessário. Fora isso, instalei, coloquei no PATH e tudo funcionou sem problemas.

Assim, esse pouco tempo  usando o Ubuntu como padrão no meu PC  me faz concluir que essa é uma distro que merece realmente se a mais popular entre os usuários, pelo fato de ter um alto investimento em simplicidade  — do ponto de vista de um usuário não experiente com computadores, antes que algum chato venha reclamar :-).  É também uma distro com excelente desempenho, apesar de ter lido críticas dizendo o oposto em alguns lugares. O tempo de boot no meu PC me impressionou.  A verdade é que se tiver de sugerir uma distro para um usuário super leigo eu terei duas sugestões de cara: fedora ou Ubuntu. Mais o Ubuntu do que o fedora ainda, mas também vejo o fedora como uma distro para iniciantes.

Não sei se irei manter o Ubuntu no meu PC é provável que volte para o fedora. Sinto falta dele pelos motivos que citei no primeiro parágrafo, mas com certeza irei manter ele no PC do meu pai que também gostou muito da distro.  Se for o caso de mudar, não considero deixar um dual boot, não curto muito isso. Já mantive Windows e Linux em dual boot no meu PC e acho chato ter de cuidar de dois sistemas operacionais num mesmo PC.

Verdade  seja dita, sou homem de uma distro só.

Nightingale, um fork do Songbird para o Linux


Há pouco dias atrás a equipe do Songbird anunciou que o player de música deixaria de ser suportado no Linux. Entre as justicativas, estava o argumento de que existem pouquíssimos usuários desse player para o Linux. Ainda,  segundo o blog desse player, foi uma conclusão dolorosa deixar o suporte para o Pinguim.

Eu cheguei a testar o Songbird certa vez enquanto estava a ter problemas com o Amarok e confesso que gostei bastante dele, apesar de ter tido outros problemas, mas nada de anormal. O Songbird é um excelente player na minha opinião e só não tinha ido ainda para os repositórios do fedora por ter versões de  certas bibliotecas que eram próprias e coisas que não são aceitáveis pelo Projeto Fedora.  Apesar de eu não ser um usuário desse player — sou apaixonado pelo Amarok —,  não achei boa essa ideia de abandonar o Linux. Bom, não somente eu…

Não durou muito tempo e surgiu um novo projeto baseado no Songbird, o Nightingale que tem justamente a intenção de manter o suporte para o Linux.  Fiz uma visita no fórum do projeto e tem um pessoal bastante animado com o desenvolvimento do Nightingale. Uma boa parte, são pessoas dispostas a traduzi-lo para seus idiomas, inclusive já apareceu um voluntário para fazer a tradução para o português brasileiro.

Será que a coisa rola? Espero que sim. Espero que em breve ele já esteja nos repositórios de várias distros por aí, inclusive o fedora.

Migrando para o Pinguim: Instalação do Fedora, os finalmentes!


Primeiro post da série Segundo post Terceiro post Quarto post Quinto Post Sexto Post Sétimo Post Oitavo Post

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Vamos finalmente abordar a instalação do Fedora nesse artigo.  Estou supondo que você tenha particionado seu HD conforme os artigos anteriores e já tenha em mãos o DVD de instalação do Fedora. Nesse artigo, irei usar o Fedora 12 como exemplo para a instalação, mas é muito provável que você consiga instalar o Fedora 13, 14, 15… N (quando for lançado) sem qualquer problema, já que o programa instalador do Fedora, chamado Anaconda, segue uma mesma lógica para a instalação e poucas mudanças existem nisso de uma versão para outra.

Leia mais…

Migrando para o Pinguim: Obtendo o Fedora


Primeiro post da série Segundo post Terceiro post Quarto post Quinto Post Sexto Post Sétimo Post

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Bom, finalmente estamos chegando perto da tão esperada instalação do Fedora.  Se você acompanhou os artigos anteriores e tomou a decisão de usar o Linux em dualboot com o seu PC, deve ter também tomado a decisão de particionar seu HD conforme foi tratato nos artigos anteriores.

Pois bem, como eu havia mencionado lá no início, os motivos para eu  escolher o Fedora para essa série são, entre outros, esses:

  1. É uma distribuição Linux leve, rápida e voltada para iniciantes, mas mesmo o usuários avançados devem gostar dela.  Sendo um usuário doméstico ou desenvolvedor, você provavelmente irá se simpatizar com o Fedora.
  2. É gratuito, como a maioria das distribuições Linux. Você pode baixá-lo da internet e instalar no seu PC. Alternativamente, você pode comprar o DVD de instalação, caso sua conexão seja lenta. Nesse caso, o preço cobrado é  devido a custos com transporte, correios, etc e costuma ser bem barato (algo em torno de R$10,00)
  3. É uma distro atual. Quer dizer, o Fedora se esforça para manter em seus repositórios o que há de mais atual em software e atualizações de segurança para o seu PC. Aliás, esse é um dos principais motivos de eu usar essa distro.
  4. Uma nova versão do sistema é lançada a cada 6 meses. No momento em que escrevo esse artigo, falta um dia para o lançamento do  Fedora 12 (Codinome: Constantine). Eu tratarei da instalação dessa versão, mas o modo de instalação é praticamente idêntico de versão para versão, de modo que não faz muita diferença a versão que use como exemplo.
  5. Possui um amplo suporte a hardware, o que quer dizer muito provavelmente, o Fedora irá detectar automaticamente todos os componentes do seu PC, como sua placa de som, de vídeo, webcam, etc. Há também a possibilidade mais tarde de usar um driver do fabricante no caso de placas de video, que é o mais comum.
  6. O Projeto Fedora é comprometido com o desenvolvimento de software de código aberto e até mesmo formatos multimídia abertos. Esse é um compromisso da comunidade Fedora.
  7. Possui uma comunidade de usuários dispostos a te ajudar e fazer da sua experiência com o sistema, algo realmente agradável. Se você nunca participou de uma comunidade relacionada ao software livre, irá se surpreender quando conhecê-la mais a fundo. Você terá a chance de ajudar e ser ajudado. Assim é o espírito por trás dessas comunidades.
  8. Porque eu uso Fedora 😉

Então chegou a hora de colocarmos a mão na massa e começarmos de fato o processo para colocarmos o Fedora no nosso HD.  Para isso, decidi abordar a instalação via DVD, visto que você terá um ambiente mais completo assim que terminar a instalação do mesmo (navegador, leitor de e-mails, mensageiro instantâneo,  a suíte de aplicativos OpenOffice, dois ambientes Desktop, etc).

Existem diversas maneiras de se obter o Fedora. Você pode tanto obter uma cópia do DVD de instalação com um amigo que já tenha, comprar numa banca, caso alguma revista tenha disponibilizado, ou ainda, baixá-lo da internet pelo site do Projeto Fedora.  Todas essas são formas perfeitamente legais de obtenção, visto que qualquer distribuição Linux, incluindo o Fedora,  pode ser copiada e redistribuída livremente.

Baixando da Internet:

Se a sua conexão com a internet é suficientemente rápida, a maneira mais certa de obter o Fedora é baixando gratuitamente pela internet no próprio site do Projeto. Vá em http://fedoraproject.org e no link de navegação Obter o Fedora você será apresentado  a diversas formas de obtê-lo. Eu aconselho fortemente que você faça o download via Bit Torrent, visto que o download é de cerca de 3,5GB em software e você vai ter de ter paciência para baixar tudo isso. Na minha internet de 500Kbps eu costumo demorar quase 3 dias para terminar, mas costumo dar umas paradas. O tempo total de download é de cerca de 25 horas com essa velocidade.   Você pode ver todas as opções de download em uma única página neste link aqui:

Opte então pelo DVD de instalação e escolha qual baixar de acordo com a arquitetura do seu processador. Por exemplo, se você tem um processador de 64 bits, poderá optar pela opção x86_64. Usuários com processadores de 32 bits vão pela opção i386. Essa última,  deve servir para a maioria dos casos. Se você estiver em dúvida sobre qual baixar, baixe a i386. Depois que o download terminar, você deverá ter um arquivo .iso de cerca de 3,5GB que é a imagem do DVD de instalação e alguns outros arquivos de poucos bytes que serviriam para verificar a integridade do seu download, mas não irei entrar em detalhes aqui para não deixar as coisas complicadas. Muito provavelmente, o arquivo baixado não deve ter se corrompido durante o download. Esse teste serviria justamente para isso.  De posse do arquivo .iso, insira um DVD virgem no drive do seu gravador e utilize o Nero, Roxio ou qualquer outro programa que permita fazer a gravação de uma imagem de DVD. Escolha a opção Gravar Imagem de DVD ou coisa parecida na interface do seu programa de gravação, escolha o arquivo .iso baixado do Fedora  e coloque para gravar.

IMPORTANTE: Não faça a gravação como um DVD de dados e sim escolha a opção de gravar a imagem de DVD. Ao final da instalação, você terá um DVD bootável com vários arquivos dentro e não o arquivo .iso

Pronto, depois de feito isso você terá a versão mais atual do Fedora Linux  em mãos . Agora é só esperar para começarmos a instalação, assunto que irei tratar no próximo artigo (finalmente!).

Obtendo o Fedora de outras maneiras:

Se você não tem uma conexão rápida, um amigo que tenha o DVD de instalação e  nem muita paciência para ficar baixando-o da internet, talvez possa optar comprar o DVD. Não é caro, algo em torno de R$ 10,00 ou menos e, caso tenha sorte, você encontrará ele numa banca de jornal para vender. É o mesmo DVD que você baixa da internet, visto que o que essas pessoas fazem é apenas baixar, gravar em uma mídia de DVD, com uma capa bonitinha e vendê-lo,  já que isso é perfeitamente legal.  Neste wiki do Projeto Fedora, você encontrará link para várias lojas virtuais aqui no Brasil que vendem a última versão do sistema. Aliás,  sempre solicite a última versão para se manter atualizado.

Alternativamente (e pouco recomendado), você pode também comprar o DVD de instalação pelo Mercado Livre.

ATENÇÃO: Tome cuidado ao fazer compras no Mercado Livre. Verifique se o vendedor tem uma boa reputação e se ele cumpre com o  acordo. Não me responsabilizo pelo não cumprimento do acordo e apenas ofereço uma maneira  a mais de se obter o DVD de instalação. Eu mesmo já recorri ao mercado livre e o vendedor o cumpriu perfeitamente, me mandando o DVD, na época, do Fedora 7.

Bom, tendo o DVD de instalação em mãos, nos resta agora apenas iniciar o processo e deixar o Fedora no HD, juntamente com o Windows. Esse será o assunto do próximo artigo.

Próximo artigo: Migrando para o Pinguim: Instalando o Fedora, os finalmentes!

JDownloader, um excelente gerenciador de downloads


Faz um certo tempo e meio sem querer fui apresentado ao JDownloader, um gerenciador de downloads que permite o download de uma grande quantidade de serviços de hospedagem de arquivos. Quem hoje, usuário de um serviço de banda larga, não costuma baixar arquivos grandes do Megaupload, Rapidshare, etc? Acho que quase todas as pesssoas.

Pois é, o JDownloader está aí pra isso.  A grande vantagem desse gerenciador é que o Dowload costuma ficar bem mais prático. Para se ter uma idéia, quando você copia um link para  a área de transferência com o programa aberto, ele imediatamente captura esse link e já coloca na lista. Se você tiver um problema e sua conexão cair, não se preocupe que o JDownloader irá começar o download de onde havia parado antes. Isso é com certeza um grande recurso se comparado ao navegador, onde caso tenha perdido o download, provavelmente terá de começar tudo novamente.  É possível deixar uma lista de arquivos em diversos servidores e deixar que o software realize o restante da tarefa. Nem mesmo aqueles códigos chatos que existem naqueles site (chamado CAPTCHAs) serão necessários, o JDownloader dá conta do recado sozinho.

Ele tem uma versão para Windows, Linux e  Mac e necessita do Java instalado para funcionar. Obviamente, irei tratar da da instalação para o Linux aqui. No entanto, você pode dar uma visitada nessa página e baixar a versão para o seu sistema operacional. Usuários Linux, existe um um script chamado jd.sh que praticamente automatiza todo o processo. O JDowloader é instalado somente para o usuário em questão através desse script.  Vá até a página de dowload e clique sobre o ícone do Pinguim para fazer o download referente ao Linux. Abaixo dessas opções, há o script jd.sh. Baixe-o e coloque num diretório que esteja no seu PATH. Provavelmente, o diretório ~/bin deve estar. Depois dê permissões de execução para esse script e simplesmente execute-o. Na primeira vez que você fizer isso, será baixado um programa de atualização do JDownloader que irá se encarregar de baixá-lo e instalar ele em ~/.jd. Depois disso, toda vez que você executar esse script, o programa será carregado. Quando o executar pela primeira vez, tome cuidado ao escolher a pasta onde ele irá fazer o download porque, por padrão os downloads são guardado em um diretório oculto abaixo ~/.jd

Alternativamente, se você é daqueles  que gosta de usar tudo em linha de comando, existe o plowshare que é um conjunto de scripts que permitem o downloads de arquivos de alguns serviços bem famosos também. Não é como o JDownloader, mas é bem útil. Note no site que há algumas dependências a serem satisfeitas. Usuários do Fedora, podem fazer o download de um pacote rpm que criei e permite a instalação e já resolve automaticamente as dependências necessárias via yum. Baixe o pacote aqui, vá té o diretório onde baixou o arquivo  e instale com o comando

# yum localinstall plowshare-0.8.1-1.fc11.noarch.rpm --nogpgcheck

Onde a versão apresentada acima é a versão no momento em que escrevo esse artigo. Como costumo usar tanto o JDownloader quanto o plowshare, sempre atualizo o pacote rpm e você poderá ver uma versão mais atual dele através desse link. Para saber como usar o plowshare, dou a dica de dar uma lida nesse post no Viva o Linux. Foi lá que fiquei sabendo dele. 🙂

Migrando para o Pinguim: Particionamento, Método II


Primeiro post da série Segundo post Terceiro post Quarto post Quinto Post Sexto Post

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Dando continuidade  a série Migrando para o Pinguim, neste post irei abordar o particionamento do disco considerando que você já tem o Windows instalado no seu PC e este está apenas em uma partição, a C:.  Iremos redimensionar essa partição, criar uma nova para arquivos, e deixar um espaço não particionado para o Fedora.  Se você particionou conforme o post anterior da série, não é necessário fazê-lo de novo aqui. Esta é apenas uma outra forma, mas eu mesmo optaria pela primeira, já que o Windows costuma ficar lento com o tempo..

Esse post é para aqueles que tem um pouco mais de intimidade, por assim dizer,  com o seu PC.

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