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Migrando para o Pinguim: Instalação do Fedora, os finalmentes!


Primeiro post da série Segundo post Terceiro post Quarto post Quinto Post Sexto Post Sétimo Post Oitavo Post

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Vamos finalmente abordar a instalação do Fedora nesse artigo.  Estou supondo que você tenha particionado seu HD conforme os artigos anteriores e já tenha em mãos o DVD de instalação do Fedora. Nesse artigo, irei usar o Fedora 12 como exemplo para a instalação, mas é muito provável que você consiga instalar o Fedora 13, 14, 15… N (quando for lançado) sem qualquer problema, já que o programa instalador do Fedora, chamado Anaconda, segue uma mesma lógica para a instalação e poucas mudanças existem nisso de uma versão para outra.

Leia mais…

Migrando para o Pinguim: Obtendo o Fedora


Primeiro post da série Segundo post Terceiro post Quarto post Quinto Post Sexto Post Sétimo Post

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Bom, finalmente estamos chegando perto da tão esperada instalação do Fedora.  Se você acompanhou os artigos anteriores e tomou a decisão de usar o Linux em dualboot com o seu PC, deve ter também tomado a decisão de particionar seu HD conforme foi tratato nos artigos anteriores.

Pois bem, como eu havia mencionado lá no início, os motivos para eu  escolher o Fedora para essa série são, entre outros, esses:

  1. É uma distribuição Linux leve, rápida e voltada para iniciantes, mas mesmo o usuários avançados devem gostar dela.  Sendo um usuário doméstico ou desenvolvedor, você provavelmente irá se simpatizar com o Fedora.
  2. É gratuito, como a maioria das distribuições Linux. Você pode baixá-lo da internet e instalar no seu PC. Alternativamente, você pode comprar o DVD de instalação, caso sua conexão seja lenta. Nesse caso, o preço cobrado é  devido a custos com transporte, correios, etc e costuma ser bem barato (algo em torno de R$10,00)
  3. É uma distro atual. Quer dizer, o Fedora se esforça para manter em seus repositórios o que há de mais atual em software e atualizações de segurança para o seu PC. Aliás, esse é um dos principais motivos de eu usar essa distro.
  4. Uma nova versão do sistema é lançada a cada 6 meses. No momento em que escrevo esse artigo, falta um dia para o lançamento do  Fedora 12 (Codinome: Constantine). Eu tratarei da instalação dessa versão, mas o modo de instalação é praticamente idêntico de versão para versão, de modo que não faz muita diferença a versão que use como exemplo.
  5. Possui um amplo suporte a hardware, o que quer dizer muito provavelmente, o Fedora irá detectar automaticamente todos os componentes do seu PC, como sua placa de som, de vídeo, webcam, etc. Há também a possibilidade mais tarde de usar um driver do fabricante no caso de placas de video, que é o mais comum.
  6. O Projeto Fedora é comprometido com o desenvolvimento de software de código aberto e até mesmo formatos multimídia abertos. Esse é um compromisso da comunidade Fedora.
  7. Possui uma comunidade de usuários dispostos a te ajudar e fazer da sua experiência com o sistema, algo realmente agradável. Se você nunca participou de uma comunidade relacionada ao software livre, irá se surpreender quando conhecê-la mais a fundo. Você terá a chance de ajudar e ser ajudado. Assim é o espírito por trás dessas comunidades.
  8. Porque eu uso Fedora 😉

Então chegou a hora de colocarmos a mão na massa e começarmos de fato o processo para colocarmos o Fedora no nosso HD.  Para isso, decidi abordar a instalação via DVD, visto que você terá um ambiente mais completo assim que terminar a instalação do mesmo (navegador, leitor de e-mails, mensageiro instantâneo,  a suíte de aplicativos OpenOffice, dois ambientes Desktop, etc).

Existem diversas maneiras de se obter o Fedora. Você pode tanto obter uma cópia do DVD de instalação com um amigo que já tenha, comprar numa banca, caso alguma revista tenha disponibilizado, ou ainda, baixá-lo da internet pelo site do Projeto Fedora.  Todas essas são formas perfeitamente legais de obtenção, visto que qualquer distribuição Linux, incluindo o Fedora,  pode ser copiada e redistribuída livremente.

Baixando da Internet:

Se a sua conexão com a internet é suficientemente rápida, a maneira mais certa de obter o Fedora é baixando gratuitamente pela internet no próprio site do Projeto. Vá em http://fedoraproject.org e no link de navegação Obter o Fedora você será apresentado  a diversas formas de obtê-lo. Eu aconselho fortemente que você faça o download via Bit Torrent, visto que o download é de cerca de 3,5GB em software e você vai ter de ter paciência para baixar tudo isso. Na minha internet de 500Kbps eu costumo demorar quase 3 dias para terminar, mas costumo dar umas paradas. O tempo total de download é de cerca de 25 horas com essa velocidade.   Você pode ver todas as opções de download em uma única página neste link aqui:

Opte então pelo DVD de instalação e escolha qual baixar de acordo com a arquitetura do seu processador. Por exemplo, se você tem um processador de 64 bits, poderá optar pela opção x86_64. Usuários com processadores de 32 bits vão pela opção i386. Essa última,  deve servir para a maioria dos casos. Se você estiver em dúvida sobre qual baixar, baixe a i386. Depois que o download terminar, você deverá ter um arquivo .iso de cerca de 3,5GB que é a imagem do DVD de instalação e alguns outros arquivos de poucos bytes que serviriam para verificar a integridade do seu download, mas não irei entrar em detalhes aqui para não deixar as coisas complicadas. Muito provavelmente, o arquivo baixado não deve ter se corrompido durante o download. Esse teste serviria justamente para isso.  De posse do arquivo .iso, insira um DVD virgem no drive do seu gravador e utilize o Nero, Roxio ou qualquer outro programa que permita fazer a gravação de uma imagem de DVD. Escolha a opção Gravar Imagem de DVD ou coisa parecida na interface do seu programa de gravação, escolha o arquivo .iso baixado do Fedora  e coloque para gravar.

IMPORTANTE: Não faça a gravação como um DVD de dados e sim escolha a opção de gravar a imagem de DVD. Ao final da instalação, você terá um DVD bootável com vários arquivos dentro e não o arquivo .iso

Pronto, depois de feito isso você terá a versão mais atual do Fedora Linux  em mãos . Agora é só esperar para começarmos a instalação, assunto que irei tratar no próximo artigo (finalmente!).

Obtendo o Fedora de outras maneiras:

Se você não tem uma conexão rápida, um amigo que tenha o DVD de instalação e  nem muita paciência para ficar baixando-o da internet, talvez possa optar comprar o DVD. Não é caro, algo em torno de R$ 10,00 ou menos e, caso tenha sorte, você encontrará ele numa banca de jornal para vender. É o mesmo DVD que você baixa da internet, visto que o que essas pessoas fazem é apenas baixar, gravar em uma mídia de DVD, com uma capa bonitinha e vendê-lo,  já que isso é perfeitamente legal.  Neste wiki do Projeto Fedora, você encontrará link para várias lojas virtuais aqui no Brasil que vendem a última versão do sistema. Aliás,  sempre solicite a última versão para se manter atualizado.

Alternativamente (e pouco recomendado), você pode também comprar o DVD de instalação pelo Mercado Livre.

ATENÇÃO: Tome cuidado ao fazer compras no Mercado Livre. Verifique se o vendedor tem uma boa reputação e se ele cumpre com o  acordo. Não me responsabilizo pelo não cumprimento do acordo e apenas ofereço uma maneira  a mais de se obter o DVD de instalação. Eu mesmo já recorri ao mercado livre e o vendedor o cumpriu perfeitamente, me mandando o DVD, na época, do Fedora 7.

Bom, tendo o DVD de instalação em mãos, nos resta agora apenas iniciar o processo e deixar o Fedora no HD, juntamente com o Windows. Esse será o assunto do próximo artigo.

Próximo artigo: Migrando para o Pinguim: Instalando o Fedora, os finalmentes!

Um repositório para o VirtualBox


Tempos atrás, escrevi um post sobre o uso do VirtualBox no Fedora. No entanto, o que eu não havia percebido (por preguiça de usar o scroll  do mouse, talvez) é que ao invés de você ter de fazer diretamente o download do rpm para o Fedora, você pode adicionar um repositório para o mesmo. Esse repositório está disponível para o Fedora 8 em diante.

Antes de mais nada, queria dizer que uma versão Open Source existe no RPMFusion e você pode instalar ela via yum sem problemas. Basta fazer

# yum install VirtualBox-OSE

Mas você terá de instalar também os módulos para o seu kernel e outras coisas mais que queira. Dê uma pesquisada com

# yum search VirtualBox

para ver isso.

Mas eu mesmo prefiro uma outra versão, devido a pequenos detalhes que para mim são importantes.

Para instalar esse repositório, é bem simples. Importe a chave pública com o comando:

# rpm --import http://download.virtualbox.org/virtualbox/debian/sun_vbox.asc

Depois disso, crie o arquivo virtualbox.repo dentro do diretório /etc/yum.repos.d e adicione o seguinte conteúdo a ele:

[virtualbox]
name=Fedora $releasever - $basearch - VirtualBox
baseurl=http://download.virtualbox.org/virtualbox/rpm/fedora/$releasever/$basearch
enabled=1
gpgcheck=1
gpgkey=1

Salve o arquivo e pronto! Agora você pode simplesmente instalar o seu VirtualBox sem problemas:

# yum install VirtualBox

Depois (re)compile os módulos para seu kernel:

# /etc/init.d/vboxdrv setup

Se você tiver algum problema, dê uma lida no post anterior.

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Fonte: www.virtualbox.org

Migrando para o Pinguim: Preliminares


Este é o primeiro de uma série de artigos que pretendo escrever aos poucos (não necessáriamente de forma contínua) e que são voltados para usuários leigos em Linux. A idéia é que este possa considerar a possibilidade de uma migração para o Pinguim, mas sem abandonar completamente o sistema operacional Windows. Acredito que deva ser dessa forma por simples experiência própria. Existem pontos em que Linux e Windows se assemelham, mas quanto mais o usuário se aprofundar, mais diferença encontrará entre esses dois sistemas. A boa notícia é que: não, você não precisa abandonar completamente o Windows.

No entanto, na medida em que você se aprofundar e conhecer mais o Linux, será apenas uma questão de tempo para que em algum momento, você se pegue olhando para trás e vendo que que já faz muito tempo que você não usa o Windows porque no Linux, você tem tudo o que precisa num ambiente mais

completo, além de maior diversidade, ser mais bonito, personalizável, estável, fácil de usar e livre de vírus. Na medida em que for escrevendo esses artigos, irei citar links e referências serão colocadas ao final de cada artigo para que o leitor mais curioso possa aprender mais sobre aquilo que estiver sendo discutido ou mesmo encontrar mais soluções para problemas que possa ter tido. Esta série de artigos não tem a intenção de ser super completa e detalhada, mas apenas suficiente, até porque ficaria muito enjoativa. Apenas tem a intenção de apresentar o sistema, a instalação e sua configuração. Isso será dividido em vários posts e ao final, espera-se que se tenhamos Linux e Windows instalados em um sistema de dual boot, isto é, você terá, no mesmo HD o Linux e o Windows instalados e um gerenciador irá te perguntar qual você quer carregar assim que ligar o PC.

Mas o que é Linux? E qual a diferença deste em relação ao Windows? Linux, assim como o Windows, é um sistema operacional. É ele o responsável pelo funcionamento do hardware da sua máquina. Talvez a maior diferença entre esse e o Windows, seja o fato de que Linux seja de código fonte aberto enquanto o Windows é proprietário. Você pode adquirí-lo facilmente através da internet. Por ser de código fonte aberto, grupos de voluntários, empresas, etc, costumam reunir um determinado conjunto de programas, mais algumas peculiaridades e distribuí-lo: são as chamadas distribuições Linux, ou distros. Para citar as mais famosas, no momento em que escrevo esse artigo, o site DistroWatch.com aponta Ubuntu, Fedora, Mint, openSUSE, Debian e Mandriva, nessa ordem, como as seis distribuições mais famosas nos últimos seis meses. A escolha de uma distribuição Linux é bastante pessoal e muitos usuários costumam passar por várias delas até escolher a sua. Distribuições Linux costumam ter um um perfil de usuário em mente. Algumas são voltadas para usuários iniciantes e outras para usuários avançados. Para essa série de artigos, fiz a escolha de uma distribuição: o Fedora. Isso porque sou um usuário do Fedora faz muito tempo e acredito ser uma distro preparada para usuários iniciantes também.

O Ubuntu também uma é distribuição que tem como foco, o usuário iniciante e não é a toa que está no primeiro lugar. Quando o leitor se sentir mais a vontade, poderá testar outras distribuições e escolher aquela que mais lhe agrada. Mais pra frente voltarei a esse assunto e algumas justificativas mais sobre a escolha do Fedora.

É fato que Linux tem crescido muito nos últimos anos. Houve uma época que pouco se ouvia falar dele, mas hoje qualquer usuário de computador já deve ter ouvido falar em algum momento. Eu mesmo, tive o meu primeiro contato em 2004, no Instituto de Física da minha Universidade. Eles rodavam o Debian lá e até hoje é assim. Assim, meu primeiro contato foi com o Debian.

Uma assunto que tem dado muita discussão atualmente é: Linux está ou não preparado para desktops? Isto é, ele está preparado para o usuário final, aquele que roda tranquilamente o Windows no seu PC, navega na Internet, lê seus e-mails, conversa no MSN, etc? A minha opinião e a de muitos usuários na comunidade: SIM! O maior problema atualmente, vejo, é como mudar a mentalidade de pessoas para que possam experimentar e ver que é simples o uso do sistema, mudando apenas no fato de que ele é diferente do Windows e isso é, com certeza, uma coisa boa. Deve-se ter em mente que o usuário não precisa ter qualquer conhecimento em programação ou coisa assim para usar o Pinguim. A única exigência é: vontade! Vontade de tentar o novo, de pensar diferente. Nem entrarei aqui nas consequências disso para a própria população, quando se pensa que o governo também está migrando para Software Livre.

Pretendo dividir essa série de artigos mais ou menos assim (isso pode mudar):

  1. Apresentação – Preliminares (esse artigo)
  2. Apresentação da Interface e Aplicativos Linux (usando o Fedora)
  3. Utilizando uma máquina virtual no Windows: uma alternativa a instalação para aqueles que nunca fizeram isso e gostariam de antes aprender, sem mexer no HD.
  4. Obtendo o Fedora, conferindo o hash e gravando.
  5. Liberando espaço para o Fedora:
    • Particionamento do disco: Método I
    • Particionamento do Disco: Método II
  6. Instalação do Fedora: Os finalmentes!
  7. Fedora, fazendo alguns ajustes
  8. (…)

Isso está um pouco superficial, mas ficará claro na medida em que surgirem. Haverá continuidade de pequenas configurações, além de artigos introdutórios a linha de comando e, espero, o leitor se convencerá de que esta, longe de ser difícil, é divertida! Embora não se precise dela para instalar e usar o Fedora.

Somente espero não demorar para publicar, mas irei fazer com calma , na medida em que me sobrar tempo, para que fique o melhor possível. E que venham os próximos artigos! 🙂

Update:

Segunda parte da série: Migrando para o Pinguim: Programas

Referências/Links

[1] O que é Linux – Um excelente artigo da comunidade Viva o Linux explicando com uma riqueza enorme o sistema, suas distribuições, e a história de algumas delas.

[2] Guia Foca Linux – Muitos usuários Linux devem em muito o aprendizado do sistema a esse guia.

[3] Revista Espírito Livre – No. 5: Essa edição foi dedicada ao uso do Linux no Desktop. Realmente vale a pena dar uma lida. E,, veja só, mais um exemplo de colaboração!

[4] Programa Link Brasil – Software Livre – Primeira parte – Uma discussão sobre o uso do Software Livre.

[5] Programa Link Brasil – Software Livre – Segunda Parte – Continuação do parte anterior.

[6] Revista Fedora Brasil No. 3 – Mais um caso de sucesso contado nessa revista sobre a migração do Ministério Público de Tocantins para Linux.

Conhecendo novas distros com o VirtualBox


Está todo felizão com o seu Fedora 11 aí, não é? Ele tem o boot mais rápido agora.. melhor suporte a hardware… tudo funcionando redondo, não é mesmo? Mas que coisa mais confortável, não?! Mas então, você já aprendeu a mexer com alguma distro nova? Nunca te bateu uma curiosidade de aprender a mexer em uma outra distribuição Linux? Comigo sim. Sou usuário do Fedora desde o momento que em que tive acesso a uma conta de root e confesso: apesar de amar o Fedora (e nem pretendo trocar) tenho curiosidade de conhecer distros novas.  Nesse artigo poderemos fazer isso sem precisar particionar o HD. Apenas criando uma máquina virtual e utilizando o CD/DVD de instalação de uma distro que queira conhecer.  No entanto, irei abordar apenas o processo de instalação porque achei bem intuitiva a interface do VirtualBox.

A vantagem do processo de virtualização para um usuário comum é que não se precisa fazer qualquer alteração no HD e nem ter aquele medo de errar, visto que tudo é feito no HD virtual, criado pelo usuário. Sim, é isso mesmo, um HD virtual. Todo o processo de instalação, particionamento e tudo mais será feito nele e não num HD real, mas é como se o fosse.

Embora o Fedora venha com pacotes suficientes para prosseguir com o processo de virtualização — ele vem com o Qemu —, irei usar outro aqui por achar melhor: O VirtualBox. Também poderia ser usado o VMware Server, mas a instalação dele é mais complicada  e tive um certo trabalho para conseguir compilar os módulos para o kernel.  Sem contar que não acreditei quando vi que o pacote rpm da versão 2.0.1  tinha quase 500MB! Sendo assim, vamos usar o VirtualBox que tem apenas 40MB de download e me parece mais do que suficiente. Talvez eu escreva uma dica mais pra frente sobre a instalação do VMware Server. 🙂

Instalando o VirtualBox

A instalação do VirtualBox no Fedora 11 (ou a versão que você estiver utilizando) é relativamente simples. Vá até a página do aplicativo e faça o download da versão para Linux. Como estou me referindo ao Fedora, o pacote no momento que escrevo esse artigo é o  VirtualBox-3.0.2_49928_fedora11-1.i586.rpm. Note que há uma versão para o Windows também por lá. Sim, isso quer dizer que até mesmo um usuário Windows interessado pode conhecer as distribuições Linux sem precisar fazer qualquer alteração no seu HD! Se gostar, pode pensar  na possibilidade de instalar ele no HD. Sobre a virtualização, apenas dou a dica de ter um hardware razoável para se fazer isso.. nada super super, eu disse razoável.  No meu caso, estou com um Celeron 2GHz, 1,7GB de RAM e não tenho problemas com o sistema lento, normal pra mim.

Pois bem, depois de baixar o arquivo, abra um terminal e instale-o com o comando:

# yum localinstall VirtualBox-3.0.2_49928_fedora11-1.i586.rpm  --nogpgcheck -y

No final de instalação, você será informado que um grupo chamado vboxusers foi criado e que não há um módulo compilado para o kernel. Como na mensagem abaixo:

Creating group 'vboxusers'. VM users must be member of that group!

No precompiled module for this kernel found -- trying to build one. Messages
emitted during module compilation will be logged to /var/log/vbox-install.log.

Para que você possa usar o VirtualBox com seu usuário, terá de ser membro desse grupo. É bem simples, adicione seu usuário ao grupo vboxusers com o comando:

# usermod -G vboxusers -a seu_username

Certo, agora vamos compilar os módulos para o kernel:

# /etc/init.d/vboxdrv setup

Os módulos para o kernel serão compilados e você deverá ir vendo uma mensagem parecida com essa:

Stopping VirtualBox kernel module                   [  OK  ]
Removing old VirtualBox netadp kernel module        [  OK  ]
Removing old VirtualBox netflt kernel module        [  OK  ]
Removing old VirtualBox kernel module               [  OK  ]
Recompiling VirtualBox kernel module                [  OK  ]
Starting VirtualBox kernel module                   [  OK  ]

Se você tiver algum problema durante a tentativa de compilar o módulo para o kernel, tente instalar esses pacotes:

# yum install make automake autoconf gcc kernel-devel dkms

E depois tente fazer novamente a compilação. Uma observação que deve ser feita é que você terá de executar o processo de compilação sempre que fizer uma atualização no seu kernel.

E pronto, você poderá encontrar o VirtualBox — se estiver usando o Gnome — em  Aplicativos > Sistema > Sun VirtualBox. Na primeira vez que iniciar o programa, será sugerido que você faça um cadastro. Dispense alguns minutos e faça-o. Abaixo um screenshot do Lilo, o gerenciador de boot do Slackware 12.2 rodando na máquina virtual no Fedora 11:

Habilitando o uso de dispositivos USB:

Acontece que o uso de dispositivos USB dentro da máquina virtual não ocorre apenas plugando ele em qualquer buraco no seu PC. Pelo menos não inicialmente. Para que seja possível a utilização de dispositivos USB dentro da máquina Virtual, crie um grupo chamado usb no Fedora e adicione seu usuário  a esse grupo:

# groupadd usb
# usermod -G usb -a seu_username

Depois, edite o seu arquivo /etc/fstab e adicione as seguintes linhas:

# Permite o uso de dispositivos USB dentro da máquina virtual
none                /sys/bus/usb/drivers        usbfs   devgid=504,devmode=664            0 0

Onde o valor de devgid é o ID do grupo usb (GID). Você deve utilizar o valor da sua máquina. No meu caso, a ID do grupo usb foi 504. Para descobrir esse valor, veja um exemplo com a saída do comando a seguir, no meu caso:

$ grep usb /etc/group | cut -d : -f 3
504

Faça isso para o seu caso e descubra a ID do grupo usb no seu PC. Depois reinicie seu PC ou, como root execute o seguinte comando:

# mount -a

Nas próximas vezes que iniciar seu PC, não precisará mais usar comando mount. Você poderá criar um filtro nas configurações ou habilitar o uso do dispositivo USB no menu Dispositivos enquanto estiver rodando o sistema instalado.

Resolvendo problemas com o SELinux:

Caso você utilize o SELinux, pode ter algum problema com o VirtualBox. Para resolver isso, faça assim:

# chcon -t textrel_shlib_t /usr/lib/virtualbox/VirtualBox.so

Divirta-se!
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Um artigo que me foi bem útil enquanto aprendia a mexer no VirtualBox:
Install VirtualBox on Fedora 10