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Archive for novembro \28\UTC 2009

Instalando o driver da Nvidia no Fedora 12


Ok, eu instalei o Fedora 12 três dias depois do seu lançamento porque estava super curioso para saber das novidades.  E houveram ótimas  — e algumas que não gostei também, acho que depois escrevo minha opinião sobre isso. De uma maneira geral, o Fedora 12 está fantástico! Mas, como toda boa distro super atualizada, sempre surgem algumas surpresas de incompatibilidade ou coisa assim. Me lembro que no Fedora 11, os drivers para placas ATI tinham um sério problema com o Xorg e o kernel 2.6.30 e usuários dessa placa passaram bastante raiva até sair algo no repositório RPMFusion. É nessas horas que consideramos dar maior preferência na hora da compra para aquelas empresas que respeitam um pouco mais as escolhas de seus usuários.

Pois bem, mas não é bem disso que quero tratar.  O que ocorre é que com alguns problemas com o driver da Nvidia, ele acabou não estando no RPMFusion quando Fedora 12 foi lançado e até o momento que escrevo, ainda não está disponível, exceto no testing. Tenho visto alguns artigos  falando sobre o uso do driver a partir do testing e achei que poderia ter problemas e decidi esperar um tempo. Mas como a curiosidade mata e me acostumei bastante com o compiz, decidi testar. E não é que a coisa deu certo! 😀 Bom, a solução apresentada aqui é temporária — já que o driver devem estar disponível no RPMFusion logo logo — e foi baseada em artigos que encontrei por aí, enquanto tentava resolver o meu problema.  Você pode ver os links para eles no final e até com mais detalhes ou alguma maneira diferente de fazer a mesma coisa.

Vamos lá, antes de mais nada você precisa ter o RPMFusion habilitado . Para isso, instale os seguintes pacotes a partir da internet, caso não os tenha ainda:

# rpm -ivh http://download1.rpmfusion.org/free/fedora/rpmfusion-free-release-stable.noarch.rpm
# rpm -ivh http://download1.rpmfusion.org/nonfree/fedora/rpmfusion-nonfree-release-stable.noarch.rpm

Os pacotes que você deve instalar com os drivers da Nvidia vai depender do sua placa. Por padrão, o testing não não vem habilitado visto que pacotes nesse repositório podem ainda estar instáveis, mas você pode habilitar pelo yum quando precisar.

Para placas GeForce 6,7,8,9 e série 200

Instale esse pacotes:

# yum --enablerepo=rp*g install akmod-nvidia \
   xorg-x11-drv-nvidia-libs

Para placas GeForce FX

# yum --enablerepo=rp*g install akmod-nvidia-173xx \
   xorg-x11-drv-nvidia-173xx-libs

E para placas GeForce 4 ou inferior:

# yum --enablerepo=rp*g install akmod-nvidia-96xx \
   xorg-x11-drv-nvidia-96xx-libs

Depois edite o arquivo /boot/grub/grub.conf e na linha que começa com kernel /vmlinuz… adicione a opção rdblacklist=nouveau para que o driver padrão para placas Nvidia que vem com o Fedora não seja carregado durante a inicialização e você tenha problemas. Se você estiver usando um kernel PAE, adicione também a opção vmalloc=256m. Veja, no meu caso,  eu tinha uma linha assim no meu grub.conf

        kernel /vmlinuz-2.6.31.5-127.fc12.i686.PAE ro root=UUID=4c6bcb54-f081-4de4-9da6-d1dd621237c6  LANG=pt_BR.UTF-8 SYSFONT=latarcyrheb-sun16 KEYBOARDTYPE=pc KEYTABLE=br-abnt2 vga=0x318 rhgb quiet

e depois ficou assim

        kernel /vmlinuz-2.6.31.5-127.fc12.i686.PAE ro root=UUID=4c6bcb54-f081-4de4-9da6-d1dd621237c6  LANG=pt_BR.UTF-8 SYSFONT=latarcyrheb-sun16 KEYBOARDTYPE=pc KEYTABLE=br-abnt2 rdblacklist=nouveau vmalloc=256m vga=0x318 rhgb quiet

Simples assim.

Por último, caso você esteja com o SELinux habilitado, precisará habilitar a opção allow_execstack para que não haja problemas em carregar o driver. Proceda assim:

# setsebool -P allow_execstack on

Caso tenha o SELinux desabilitado, não é necessário esse último passo.

Pronto, reinicie o sistema e driver da Nvidia deverá ser carregado 🙂

Fontes:

F12,F11 & F10 Nvidia driver guides

RPMFusion – How to/nVidia

Configuring a nVidia Card and Kernel Modules

Migrando para o Pinguim: Instalação do Fedora, os finalmentes!


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Vamos finalmente abordar a instalação do Fedora nesse artigo.  Estou supondo que você tenha particionado seu HD conforme os artigos anteriores e já tenha em mãos o DVD de instalação do Fedora. Nesse artigo, irei usar o Fedora 12 como exemplo para a instalação, mas é muito provável que você consiga instalar o Fedora 13, 14, 15… N (quando for lançado) sem qualquer problema, já que o programa instalador do Fedora, chamado Anaconda, segue uma mesma lógica para a instalação e poucas mudanças existem nisso de uma versão para outra.

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Migrando para o Pinguim: Obtendo o Fedora


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Bom, finalmente estamos chegando perto da tão esperada instalação do Fedora.  Se você acompanhou os artigos anteriores e tomou a decisão de usar o Linux em dualboot com o seu PC, deve ter também tomado a decisão de particionar seu HD conforme foi tratato nos artigos anteriores.

Pois bem, como eu havia mencionado lá no início, os motivos para eu  escolher o Fedora para essa série são, entre outros, esses:

  1. É uma distribuição Linux leve, rápida e voltada para iniciantes, mas mesmo o usuários avançados devem gostar dela.  Sendo um usuário doméstico ou desenvolvedor, você provavelmente irá se simpatizar com o Fedora.
  2. É gratuito, como a maioria das distribuições Linux. Você pode baixá-lo da internet e instalar no seu PC. Alternativamente, você pode comprar o DVD de instalação, caso sua conexão seja lenta. Nesse caso, o preço cobrado é  devido a custos com transporte, correios, etc e costuma ser bem barato (algo em torno de R$10,00)
  3. É uma distro atual. Quer dizer, o Fedora se esforça para manter em seus repositórios o que há de mais atual em software e atualizações de segurança para o seu PC. Aliás, esse é um dos principais motivos de eu usar essa distro.
  4. Uma nova versão do sistema é lançada a cada 6 meses. No momento em que escrevo esse artigo, falta um dia para o lançamento do  Fedora 12 (Codinome: Constantine). Eu tratarei da instalação dessa versão, mas o modo de instalação é praticamente idêntico de versão para versão, de modo que não faz muita diferença a versão que use como exemplo.
  5. Possui um amplo suporte a hardware, o que quer dizer muito provavelmente, o Fedora irá detectar automaticamente todos os componentes do seu PC, como sua placa de som, de vídeo, webcam, etc. Há também a possibilidade mais tarde de usar um driver do fabricante no caso de placas de video, que é o mais comum.
  6. O Projeto Fedora é comprometido com o desenvolvimento de software de código aberto e até mesmo formatos multimídia abertos. Esse é um compromisso da comunidade Fedora.
  7. Possui uma comunidade de usuários dispostos a te ajudar e fazer da sua experiência com o sistema, algo realmente agradável. Se você nunca participou de uma comunidade relacionada ao software livre, irá se surpreender quando conhecê-la mais a fundo. Você terá a chance de ajudar e ser ajudado. Assim é o espírito por trás dessas comunidades.
  8. Porque eu uso Fedora 😉

Então chegou a hora de colocarmos a mão na massa e começarmos de fato o processo para colocarmos o Fedora no nosso HD.  Para isso, decidi abordar a instalação via DVD, visto que você terá um ambiente mais completo assim que terminar a instalação do mesmo (navegador, leitor de e-mails, mensageiro instantâneo,  a suíte de aplicativos OpenOffice, dois ambientes Desktop, etc).

Existem diversas maneiras de se obter o Fedora. Você pode tanto obter uma cópia do DVD de instalação com um amigo que já tenha, comprar numa banca, caso alguma revista tenha disponibilizado, ou ainda, baixá-lo da internet pelo site do Projeto Fedora.  Todas essas são formas perfeitamente legais de obtenção, visto que qualquer distribuição Linux, incluindo o Fedora,  pode ser copiada e redistribuída livremente.

Baixando da Internet:

Se a sua conexão com a internet é suficientemente rápida, a maneira mais certa de obter o Fedora é baixando gratuitamente pela internet no próprio site do Projeto. Vá em http://fedoraproject.org e no link de navegação Obter o Fedora você será apresentado  a diversas formas de obtê-lo. Eu aconselho fortemente que você faça o download via Bit Torrent, visto que o download é de cerca de 3,5GB em software e você vai ter de ter paciência para baixar tudo isso. Na minha internet de 500Kbps eu costumo demorar quase 3 dias para terminar, mas costumo dar umas paradas. O tempo total de download é de cerca de 25 horas com essa velocidade.   Você pode ver todas as opções de download em uma única página neste link aqui:

Opte então pelo DVD de instalação e escolha qual baixar de acordo com a arquitetura do seu processador. Por exemplo, se você tem um processador de 64 bits, poderá optar pela opção x86_64. Usuários com processadores de 32 bits vão pela opção i386. Essa última,  deve servir para a maioria dos casos. Se você estiver em dúvida sobre qual baixar, baixe a i386. Depois que o download terminar, você deverá ter um arquivo .iso de cerca de 3,5GB que é a imagem do DVD de instalação e alguns outros arquivos de poucos bytes que serviriam para verificar a integridade do seu download, mas não irei entrar em detalhes aqui para não deixar as coisas complicadas. Muito provavelmente, o arquivo baixado não deve ter se corrompido durante o download. Esse teste serviria justamente para isso.  De posse do arquivo .iso, insira um DVD virgem no drive do seu gravador e utilize o Nero, Roxio ou qualquer outro programa que permita fazer a gravação de uma imagem de DVD. Escolha a opção Gravar Imagem de DVD ou coisa parecida na interface do seu programa de gravação, escolha o arquivo .iso baixado do Fedora  e coloque para gravar.

IMPORTANTE: Não faça a gravação como um DVD de dados e sim escolha a opção de gravar a imagem de DVD. Ao final da instalação, você terá um DVD bootável com vários arquivos dentro e não o arquivo .iso

Pronto, depois de feito isso você terá a versão mais atual do Fedora Linux  em mãos . Agora é só esperar para começarmos a instalação, assunto que irei tratar no próximo artigo (finalmente!).

Obtendo o Fedora de outras maneiras:

Se você não tem uma conexão rápida, um amigo que tenha o DVD de instalação e  nem muita paciência para ficar baixando-o da internet, talvez possa optar comprar o DVD. Não é caro, algo em torno de R$ 10,00 ou menos e, caso tenha sorte, você encontrará ele numa banca de jornal para vender. É o mesmo DVD que você baixa da internet, visto que o que essas pessoas fazem é apenas baixar, gravar em uma mídia de DVD, com uma capa bonitinha e vendê-lo,  já que isso é perfeitamente legal.  Neste wiki do Projeto Fedora, você encontrará link para várias lojas virtuais aqui no Brasil que vendem a última versão do sistema. Aliás,  sempre solicite a última versão para se manter atualizado.

Alternativamente (e pouco recomendado), você pode também comprar o DVD de instalação pelo Mercado Livre.

ATENÇÃO: Tome cuidado ao fazer compras no Mercado Livre. Verifique se o vendedor tem uma boa reputação e se ele cumpre com o  acordo. Não me responsabilizo pelo não cumprimento do acordo e apenas ofereço uma maneira  a mais de se obter o DVD de instalação. Eu mesmo já recorri ao mercado livre e o vendedor o cumpriu perfeitamente, me mandando o DVD, na época, do Fedora 7.

Bom, tendo o DVD de instalação em mãos, nos resta agora apenas iniciar o processo e deixar o Fedora no HD, juntamente com o Windows. Esse será o assunto do próximo artigo.

Próximo artigo: Migrando para o Pinguim: Instalando o Fedora, os finalmentes!

JDownloader, um excelente gerenciador de downloads


Faz um certo tempo e meio sem querer fui apresentado ao JDownloader, um gerenciador de downloads que permite o download de uma grande quantidade de serviços de hospedagem de arquivos. Quem hoje, usuário de um serviço de banda larga, não costuma baixar arquivos grandes do Megaupload, Rapidshare, etc? Acho que quase todas as pesssoas.

Pois é, o JDownloader está aí pra isso.  A grande vantagem desse gerenciador é que o Dowload costuma ficar bem mais prático. Para se ter uma idéia, quando você copia um link para  a área de transferência com o programa aberto, ele imediatamente captura esse link e já coloca na lista. Se você tiver um problema e sua conexão cair, não se preocupe que o JDownloader irá começar o download de onde havia parado antes. Isso é com certeza um grande recurso se comparado ao navegador, onde caso tenha perdido o download, provavelmente terá de começar tudo novamente.  É possível deixar uma lista de arquivos em diversos servidores e deixar que o software realize o restante da tarefa. Nem mesmo aqueles códigos chatos que existem naqueles site (chamado CAPTCHAs) serão necessários, o JDownloader dá conta do recado sozinho.

Ele tem uma versão para Windows, Linux e  Mac e necessita do Java instalado para funcionar. Obviamente, irei tratar da da instalação para o Linux aqui. No entanto, você pode dar uma visitada nessa página e baixar a versão para o seu sistema operacional. Usuários Linux, existe um um script chamado jd.sh que praticamente automatiza todo o processo. O JDowloader é instalado somente para o usuário em questão através desse script.  Vá até a página de dowload e clique sobre o ícone do Pinguim para fazer o download referente ao Linux. Abaixo dessas opções, há o script jd.sh. Baixe-o e coloque num diretório que esteja no seu PATH. Provavelmente, o diretório ~/bin deve estar. Depois dê permissões de execução para esse script e simplesmente execute-o. Na primeira vez que você fizer isso, será baixado um programa de atualização do JDownloader que irá se encarregar de baixá-lo e instalar ele em ~/.jd. Depois disso, toda vez que você executar esse script, o programa será carregado. Quando o executar pela primeira vez, tome cuidado ao escolher a pasta onde ele irá fazer o download porque, por padrão os downloads são guardado em um diretório oculto abaixo ~/.jd

Alternativamente, se você é daqueles  que gosta de usar tudo em linha de comando, existe o plowshare que é um conjunto de scripts que permitem o downloads de arquivos de alguns serviços bem famosos também. Não é como o JDownloader, mas é bem útil. Note no site que há algumas dependências a serem satisfeitas. Usuários do Fedora, podem fazer o download de um pacote rpm que criei e permite a instalação e já resolve automaticamente as dependências necessárias via yum. Baixe o pacote aqui, vá té o diretório onde baixou o arquivo  e instale com o comando

# yum localinstall plowshare-0.8.1-1.fc11.noarch.rpm --nogpgcheck

Onde a versão apresentada acima é a versão no momento em que escrevo esse artigo. Como costumo usar tanto o JDownloader quanto o plowshare, sempre atualizo o pacote rpm e você poderá ver uma versão mais atual dele através desse link. Para saber como usar o plowshare, dou a dica de dar uma lida nesse post no Viva o Linux. Foi lá que fiquei sabendo dele. 🙂

Migrando para o Pinguim: Particionamento, Método II


Primeiro post da série Segundo post Terceiro post Quarto post Quinto Post Sexto Post

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Dando continuidade  a série Migrando para o Pinguim, neste post irei abordar o particionamento do disco considerando que você já tem o Windows instalado no seu PC e este está apenas em uma partição, a C:.  Iremos redimensionar essa partição, criar uma nova para arquivos, e deixar um espaço não particionado para o Fedora.  Se você particionou conforme o post anterior da série, não é necessário fazê-lo de novo aqui. Esta é apenas uma outra forma, mas eu mesmo optaria pela primeira, já que o Windows costuma ficar lento com o tempo..

Esse post é para aqueles que tem um pouco mais de intimidade, por assim dizer,  com o seu PC.

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