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Archive for setembro \20\UTC 2009

Migrando para o Pinguim: BIOS


Primeiro post da série Segundo post Terceiro post Quarto post

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Sim, eu sei. Prometo que no próximo post irei iniciar o processo de particionamento do disco. É que estou escrevendo essa série em “tempo real” e acabo não me lembrando de certos detalhes que podem ser importantes. Um deles diz respeito  a ordem de boot que é definida na sua BIOS. Isto quer dizer que assim que a ela termina de fazer todos os testes necessários para verificar a integridade do hardware do seu PC (ver se o mouse, teclado estão lá, teste de memória e blábláblá), ela passa o controle para o sistema operacional presente no seu micro, mas esse tem de estar em algum lugar, não? Pois é, geralmente ele está no HD, mas poderia estar num pendrive, um CD/DVD ou até mesmo num disquete. Mas a BIOS procura isso numa ordem e o que ela encontrar primeiro ela carrega.  Se ela não encontrar na primeira opção definida, ela passa para a segunda e se não encontrar nessa, passa  para a terceira. Assim sendo, precisamos de estabelecer uma ordem de modo que a BIOS procure primeiro no leitor de CD/DVD e depois no HD, visto que iremos utilizar mídias como o CD de instalação do Windows e o DVD de instalação do Fedora (e talvez, você use um outro programa para particionar o disco, do qual tratarei mais tarde, que também precisa ser dado boot pelo drive de CD/DVD).   A BIOS costuma te dar três opções, numa ordem que você pode estabelecer. Dessa maneira, precisamos fazer com que a ordem de boot seja algo assim: Primeiro CD, depois HD e depois qualquer outra coisa.  Geralmente os computadores costumam vir da loja já configurados nessa ordem e se for assim, você não precisaria mexer em nada na sua BIOS. Se você tem um pouco de medo de mexer nela, te dou a sugestão de esperar até o próximo artigo e ver se ocorre o boot pelo CD. Se acontecer de não dar boot pelo CD, mas carregar  o sistema operacional normalmente, você deverá mexer na sua BIOS conforme esse post.

Então vamos lá, para a prática: 🙂

Reinicie seu PC.  Geralmente assim que aparece aquela tela da BIOS: Você deverá ver algo assim:

Na parte de baixo, costuma aparecer uma mensagem como “Press DEL to ENTER setup” . Pois é, pressione DEL (delete)para entrar na sua BIOS. Pode ser que seja uma tecla diferente, verifique isso quando reiniciar a sua máquina. Alguns PCs até tem até uma tecla que leva direto para mudar a ordem de boot. Isso varia muito de PC para PC, mas seguem uma lógica todos.  Quando entrar na sua BIOS, use as setas para navegar entre os menus e ENTER para entrar neles. Na parte de baixo da tela ou nas laterais, costuma existir uma descrição das teclas que você pode usar e o que elas fazem. Procure por algo relacionado a sequência de boot (boot sequence) ou algo assim. Veja a imagem abaixo:

Nesse caso, observe que na Aba boot, há uma opção chamada “Boot Device Priority” e há uma descrição do lado. Pois bem, se entrarmos nessa opção, encontraríamos:

E veja lá! Tem a primeira opção de boot, segunda e terceira. Pois bem, note que nessa imagem a unidade de CD/DVD (DVD RAM) está como primeira opção, o disquete como segunda e o HD como terceira. Você poderia deixar o CD/DVD como primeira e o HD como a segunda. A terceira não é importante.  Feito isto, tecle F10 (Save and Exit) para salvar e sair da sua BIOS. Pronto, já está tudo configurado para procurar primeiro pelo CD ou DVD. Da próxima vez que que você colocar um CD ou DVD de instalação de algum sistema operacional ou LiveCD no drive e reiniciar o seu PC, ele que será carregado em vez do sistema operacional no seu HD. Claro, se você quer  que seja o do HD, basta não deixar o CD ou DVD no drive..

Sexto Artigo da Série: Migrando para o Pinguim: Particionamento, Método I

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As imagens da BIOS foram retiradas daqui

Migrando para o Pinguim: Humor


Bom, esse post achei adequado colocar aqui apenas como uma espécie de “hora do recreio” na série que estou tratando. É um video bem divertido sobre Linux e ao mesmo tempo uma propaganda dele. É, com certeza, muito bom. Foi retirado daqui. As legendas estão em inglês, mas se você entende um pouco de inglês, acho que não irá se perder, está fácil de entender. 🙂

Bom, achei bem criativo, além de apresentar o nosso Pinguim… Acho que deveriam ter mais propagandas dessa apresentando o Linux. Até teve um concurso da Linux Foundation tempos atrás. Bom, a IBM também fez uma, se você quiser ver, tem aqui (legendado). Se você conhece mais propagandas interessantes sobre Linux, deixe o link nos comentários.

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Próximo: Migrando pra o Pinguim: BIOS

Migrando para o Pinguim: Virtualizando…


No terceiro artigo da série migrando para o Pinguim, vou tratar de um recurso que pode ser útil para qualquer usuário que queira conhecer outros sistemas operacionais: A virtualização. Caso você não tenha lido os posts anteriores, o link para o primeiro está aqui e o link para o segundo está aqui.

Eu havia falado sobre virtualização nesse post aqui, mas tratei especificamente de como deixar as coisas funcionando no Fedora e também não tratei da utilização desse software.  Neste artigo, iremos instalar e configurar o VirtualBox no Windows.

A utilização do VirtualBox não é necessária para instalar o Linux. Sua necessidade vem do fato de o leitor querer conhecer outros sistemas operacionais e não querer modificar nada no seu HD no momento ou por não ter certeza  ou por qualquer outro motivo. Nesse caso, iremos criar um HD Virtual e será nele que ocorrerá todas as modificações, o processo de instalação e tudo mais. Na verdade, o HD virtual é apenas um arquivo dentro do seu computador, de modo que você não precisará ter medo de errar. No máximo, terá apenas que começar tudo novamente. Nos próximos posts, irei tratar do particionamento de disco rígido e da instalação como se você estivesse fazendo isso no seu HD real, mas isso se aplica igualmente ao seu HD Virtual, sem o menor problema. Depois que instalar, testar e se sentir seguro e conhecer um pouco o Pinguim, instale-o no seu HD de verdade. Se você tem interesse em instalar ele diretamente no seu HD, não se preocupe, apenas esqueça que esse post existe e espere os próximos. 🙂

Instalação

Você pode baixar a última versão do VirtualBox no site do mesmo. Vá em www.virtualbox.org e na seção de downloads, escolha a versão do VirtualBox para o Windows e baixe para o seu PC. Instale como qualquer outro Software, sem desmarcar as opções que lhem forem apresentadas. Quando aparecer essa tela

Clique em em “yes” e pode ser que você seja desconectado da internet, mas nada de medo. Caso haja algum problema, reinicie seu PC após a instalação. No momento que em fiz a instalação do VirtualBox, não sei por qual motivo, o XP sempre emitia um aviso semelhante a esse:

Clique em “Continuar assim mesmo” no momento em que esse avisos aparecerem e espere o final da instalação. Depois de instalado, inicie o VirtualBox. Um diálogo de registro será exibido. Tire alguns minutos e faça-o 🙂

Bom, agora você tem o VirtualBox instalado no seu PC:

Vamos criar uma nova Máquina Virtual que permitirá a instalação de um sistema operacional nela. Clique em Novo e um assistente para a criação de uma máquina virtual será exibido.

Clique em próximo:

Escolha um nome para a Máquina e não se preocupe com o tipo de sistema. Clique em Próximo:


Nesta parte, você selecionará a quantidade de memória RAM para a máquina. Se você tem muita memória no seu PC, selecione um valor razoável. Digamos, 512MB e depois clique em Próximo:

Como não temos ainda um disco rígido, vamos deixar a opção como está e criar um. Clique em Próximo:


O Assistente para a criação de um novo disco rígido aparece. Clique em Próximo:

Deixe como “Armazemento dinâmicamente expansível” e clique em Próximo:


Neste ponto, eu daria a sugestão de você escolher um local apropriado para onde será salvo seu HD Virtual. Em Localização, clique no ícone ao lado do campo e escolha um local apropriado para a sua máquina. Será salvo um arquivo com extensão .vdi e ele será seu HD virtual. Depois escolha um valor razoável para o tamanho do seu HD, de acordo com o que você quer instalar e tudo mais. Na figura, escolhi 25GB, mas você pode escolher uns 50GB ou 80GB. É claro que existe a limitação da quantidade de espaço que vocÊ tem no seu HD real. Não se preocupe, se você escolheu a opção Armazenamento dinamicamente expansível anteriormente, a máquina irá usar apenas o que for necessário e irá crescer e ter no máximo o tamanho que você escolheu aí caso você instale programas e tudo mais no sistema operacional que instalar. Clique em Próximo e depois em Finalizar. O disco será criado no local onde você indicou e depois clique em Finalizar novamente

Parabéns! A sua maquina foi criada! Agora precisamos apenas fazer algumas configurações para deixar tudo funcionando legal. Selecione a Máquina criada e clique em Configurações. Vá em CD/DVD-ROM e habilite a opção Montar Drive de CD/DVD. Isso permitirá usar o CD de instalação. Depois, em Tela, se você tiver uma boa quantidade de memória, aumente o valor da memória de video para um valor considerável. Digamos, 32 ou 64MB. Clique em OK.

Se você tiver com um CD de instalação do XP mesmo, pode fazer um teste agora. Insira-o no drive de CD e cancele, caso apareça alguma opção do Windows. Selecione  novamente a máquina  e clique em Iniciar e caso você tenha feito tudo certinho você verá aparecer o programa de instalação do Windows:

Pronto para instalar! A máquina é capaz de capturar o seu teclado e cursor do seu mouse se você clicar em cima dela. Para voltar ao normal, apenas utilize a tecla CTRL direta. 🙂

No próximo artigo, irei tratar de um método particionamento do disco rígido usando o próprio CD do XP. Para tanto, irei considerar que você quer, além de instalar o Linux, fazer uma nova instalação do Windows XP também.  Iremos então fazer essa instalação deixando um espaço para depois instalar o Linux nela. O outro método, que será tratado em um post depois desse primeiro método, irá considerar que você não quer reinstalar o XP e então você poderá redimensionar o seu disco e liberar espaço para conseguirmos instalar o Linux nela.

Quarta post da série: Migrando para o Pinguim: Humor