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Archive for agosto \19\UTC 2009

Migrando para o pinguim: Programas


Esta é a continuação de um artigo anterior que escrevi: Migrando para o Pinguim: Preliminares. Caso não tenha lido, dê uma olhada 🙂

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Pois é, acho que umas das primeiras perguntas que surgem quando se fala em migração para o Linux é: “E como é esse?” Quer dizer, os aplicativos, o ambiente, etc. Vou abordar aqui os principais aplicativos, isto é, aqueles que acredito que muitos usuários utilizem no seu dia-a-dia e poderemos ver que ele é realmente possui tudo aquilo que os usuários precisam. A qualquer momento, você pode clicar em cima da imagem para vê-la em tamanho maior.

Microsoft Office — OpenOffice.org.

Usuários do Microsoft Office devem ficar tranquilos com relação a aplicações de escritório, visto que há uma variedade de aplicativos desse tipo para Linux. Existe a KOffice, do ambiente gráfico KDE (mais pra frente irei falar sobre ambientes gráficos, numa outra oportunidade), GnomeOffice, para o ambiente GNOME e, acredito o mais utilizado, o OpenOffice.org:

O apresentado na figura acima foi apenas o OpenOffice.org Writer. Ainda tem o Calc, Impress.. para a edição de planilhas,  apresentações, etc. A vantagem é que além de ter suporte a formato de documentos abertos, poder criar um pdf do seu documento, etc, ele ainda suporta os formatos do Microsoft Office, o que quer dizer que você pode abrir seus documentos do Word, Excel, Power Point, e tudo mais nele!  🙂

Photoshop — GIMP

Ah, mas então você está pensando em editar imagens e está com medo de ficar sem um bom editor, não é mesmo? Você não encontrará uma versão do Photoshop para Linux, mas quem precisa quando se tem o GIMP!

A maior parte das imagens que são editadas no Linux é feita nesse software e existem uma grande documentação na internet para quem quer aprender a mexer nele. Eis um exemplo aqui e até mesmo no Baixaki você encontra tutoriais e artigos ensinando a mexer nessa ótima ferramenta de manipulação de imagens.

Internet Explorer — Firefox

O Firefox vem ganhando cada vez mais espaço e é um excelente navegador. Usuários Windows já o conhecem porque está disponível para este:

Além dele, existem outros navegadores que poderiam te interessar: Epiphany, Konqueror ou, até mesmo o  Opera

Windows Media Player — Amarok, Rhythmbox,Totem, Kplayer

No que diz respeito a softwares para ouvir músicas e assistir vídeos, nos mais diversos formatos, o Linux está cheio. Os listados acima são apenas alguns do diversos existentes no Pinguim. Você poderia querer, por exemplo, ouvir suas músicas no Amarok:

Se você não gostar dele, ainda existem muitos outros que você pode tentar. como o Rhythmbox, xmms, Banshee, só para citar alguns.  Mas uma opinião pessoal é que o Amarok é o melhor player que existe. Eu mesmo já cheguei a procurar uma versão dele para o Windows e quem sabe, outros usuários conhecerem, mas na época não encontrei.

Se você quer assistir um DVD, nada melhor que um bom software para isso. O Totem é excelente nessas horas:

Mas se você não gostar do Totem.. é aquela história, o que não falta é opção para você. Kplayer, mplayer, Kaffeine, VLC, xine.. e muitos outros.

Windows Live Messenger — Pidgin, Kopete, Mercury Messenger, AMSN…

Não existe uma versão do Windows Live Messenger para o Linux porque, afinal de contas, ele é da microsoft e esta não iria criar uma versão do seu programa para o Linux — embora algumas pessoas consigam usar ele assim mesmo! Mas essa é outra história. No entanto, não há motivos para pânico visto que há vários softwares de mensagens instantâneas no Pinguim. Desde aqueles que tem apenas os recursos mais básicos, que você precisa, como o Pidgin até aqueles que posssuem recursos mais avançados, como o AMSN:

MS Outlook — Evolution, Thunderbird, Kmail…

Se gosta de usar um software para gerenciar seus e-mail em vez de usar o webmail irá gostar dos programas existentes no Pinguim. Entre eles, um que já vem com o DVD de instalação do Fedora e gosto muito, o Evolution:

Ele é integrado a agendas, lista de contatos e outros. Acho muito bom.

Jogos? Você disse jogos?

Não vou negar que jogos sejam o forte do Pinguim, visto que muitas empresas optam por não liberar uma versão para o Linux,  já que a maioria dos seus usuários ( e portanto, dos seus lucros!) irão vir de usuários Windows. No entanto, você ainda se se surpreenderia com uma grande quantidade de jogos para o Pinguim. O Fedora possui um spin somente para aqueles viciados em jogos e ainda existe a possibilidade de instalar muitos outros, nativos no Linux  ou via Wine (falo abaixo sobre ele). Existe uma página de um usuário somente sobre esse assunto. Eis ela aqui.

Rodar programas do Windows…

Acho difícil alguém precisar rodar algum programa do Windows, mas se for necessário, talvez o usuário ainda possa utilizar um software muito famoso também no Linux, chamado Wine. O Wine permite que programas Windows rodem dentro do Linux e se sintam “em casa”. Na verdade, existem casos em que a performance do programa é ainda maior que no Windows, dá para acreditar?

E os efeitos do Vista?

Ah, então você foi corajoso o suficiente para mudar do Windows XP para o Windows Vista e achou bonitinho os efeitos 3D dele, não é? Acha que não tem igual no Linux? Pois sinto lhe informar, mas quando o Vista apareceu com aqueles efeitos, os usuários Linux já usavam desktops 3D fazia é tempo. Eis um exemplo do meu que capturei, com o efeito Cubo que é apenas um dentre uma enorme quantidade de efeitos no seu desktop (como janelas pegando fogo ao fechar, parecendo gelatina, escrever com “fogo” na tela.. etc.):

Enfim, o que não falta é opção.  O que apresentei não foi quase nada dos recursos disponíveis. Apenas tentei mostrar que muito (ou quase tudo, ou tudo) do que você faz no Windows, poderá fazer no Linux sem problemas. Ainda irá aprender muitas coisas novas e descobrir recursos que antes você nem pensava que existia! Se é difícil? Você vai perceber que a maioria das tarefas é super simples. Diferentes, mas simples. Aliás, até o modo de instalar programas no Ubuntu, Fedora e outras distros famosas me parece ser mais simples que o Avançar > Avançar > Finalizar do Windows. Sim, acredite que o é. Basta apenas selecionar ele numa lista e mandar instalar. O sistema fará tudo pra você.

Além do mais, depois que terminar de instalar o Fedora, vai perceber que ele não está “pelado”, mas estará com vários softwares instalados e precisaremos apenas atualizá-los e instalar mais algumas poucas coisas (num processo automatizado também, você irá selecionar e instalar elas facilmente.) que não podem vir no DVD do Fedora por causa de licenças, etc..

O preço disso? 0(zero)!  Você poderá baixar da internet ou copiar de um amigo, sem medo de ser um pirata. Caso não encontre, ainda sim poderá achar num banca de jornal ou com alguém que venda pela Internet — é claro que eles irão cobrar; afinal, estão tendo gastos com a mídia, gravação, etc. Mas ainda sim o preço é super baixo. Uns R$ 15,00 ou menos. Mas se comparado a uma licença de uso do Windows que é algo em torno de R$ 500,00 e ainda tem o Office e outras coisas que você, a príncipio, teria de pagar..

No próximo artigo irei falar do uso de uma máquina Virtual no Windows, para aqueles que acharam interessante, mas tem medo de mexer no HD ainda. Poderão aprender criando uma máquina virtual e todos os procedimentos de instalação serão os mesmo de que seria num HD real. Assim, quando se sentirem mais confiantes, poderão instalar ele no HD real mesmo e ter uma melhor performance.

Terceira Parte: Migrando para o Pinguim: Virtualizando…

Migrando para o Pinguim: Preliminares


Este é o primeiro de uma série de artigos que pretendo escrever aos poucos (não necessáriamente de forma contínua) e que são voltados para usuários leigos em Linux. A idéia é que este possa considerar a possibilidade de uma migração para o Pinguim, mas sem abandonar completamente o sistema operacional Windows. Acredito que deva ser dessa forma por simples experiência própria. Existem pontos em que Linux e Windows se assemelham, mas quanto mais o usuário se aprofundar, mais diferença encontrará entre esses dois sistemas. A boa notícia é que: não, você não precisa abandonar completamente o Windows.

No entanto, na medida em que você se aprofundar e conhecer mais o Linux, será apenas uma questão de tempo para que em algum momento, você se pegue olhando para trás e vendo que que já faz muito tempo que você não usa o Windows porque no Linux, você tem tudo o que precisa num ambiente mais

completo, além de maior diversidade, ser mais bonito, personalizável, estável, fácil de usar e livre de vírus. Na medida em que for escrevendo esses artigos, irei citar links e referências serão colocadas ao final de cada artigo para que o leitor mais curioso possa aprender mais sobre aquilo que estiver sendo discutido ou mesmo encontrar mais soluções para problemas que possa ter tido. Esta série de artigos não tem a intenção de ser super completa e detalhada, mas apenas suficiente, até porque ficaria muito enjoativa. Apenas tem a intenção de apresentar o sistema, a instalação e sua configuração. Isso será dividido em vários posts e ao final, espera-se que se tenhamos Linux e Windows instalados em um sistema de dual boot, isto é, você terá, no mesmo HD o Linux e o Windows instalados e um gerenciador irá te perguntar qual você quer carregar assim que ligar o PC.

Mas o que é Linux? E qual a diferença deste em relação ao Windows? Linux, assim como o Windows, é um sistema operacional. É ele o responsável pelo funcionamento do hardware da sua máquina. Talvez a maior diferença entre esse e o Windows, seja o fato de que Linux seja de código fonte aberto enquanto o Windows é proprietário. Você pode adquirí-lo facilmente através da internet. Por ser de código fonte aberto, grupos de voluntários, empresas, etc, costumam reunir um determinado conjunto de programas, mais algumas peculiaridades e distribuí-lo: são as chamadas distribuições Linux, ou distros. Para citar as mais famosas, no momento em que escrevo esse artigo, o site DistroWatch.com aponta Ubuntu, Fedora, Mint, openSUSE, Debian e Mandriva, nessa ordem, como as seis distribuições mais famosas nos últimos seis meses. A escolha de uma distribuição Linux é bastante pessoal e muitos usuários costumam passar por várias delas até escolher a sua. Distribuições Linux costumam ter um um perfil de usuário em mente. Algumas são voltadas para usuários iniciantes e outras para usuários avançados. Para essa série de artigos, fiz a escolha de uma distribuição: o Fedora. Isso porque sou um usuário do Fedora faz muito tempo e acredito ser uma distro preparada para usuários iniciantes também.

O Ubuntu também uma é distribuição que tem como foco, o usuário iniciante e não é a toa que está no primeiro lugar. Quando o leitor se sentir mais a vontade, poderá testar outras distribuições e escolher aquela que mais lhe agrada. Mais pra frente voltarei a esse assunto e algumas justificativas mais sobre a escolha do Fedora.

É fato que Linux tem crescido muito nos últimos anos. Houve uma época que pouco se ouvia falar dele, mas hoje qualquer usuário de computador já deve ter ouvido falar em algum momento. Eu mesmo, tive o meu primeiro contato em 2004, no Instituto de Física da minha Universidade. Eles rodavam o Debian lá e até hoje é assim. Assim, meu primeiro contato foi com o Debian.

Uma assunto que tem dado muita discussão atualmente é: Linux está ou não preparado para desktops? Isto é, ele está preparado para o usuário final, aquele que roda tranquilamente o Windows no seu PC, navega na Internet, lê seus e-mails, conversa no MSN, etc? A minha opinião e a de muitos usuários na comunidade: SIM! O maior problema atualmente, vejo, é como mudar a mentalidade de pessoas para que possam experimentar e ver que é simples o uso do sistema, mudando apenas no fato de que ele é diferente do Windows e isso é, com certeza, uma coisa boa. Deve-se ter em mente que o usuário não precisa ter qualquer conhecimento em programação ou coisa assim para usar o Pinguim. A única exigência é: vontade! Vontade de tentar o novo, de pensar diferente. Nem entrarei aqui nas consequências disso para a própria população, quando se pensa que o governo também está migrando para Software Livre.

Pretendo dividir essa série de artigos mais ou menos assim (isso pode mudar):

  1. Apresentação – Preliminares (esse artigo)
  2. Apresentação da Interface e Aplicativos Linux (usando o Fedora)
  3. Utilizando uma máquina virtual no Windows: uma alternativa a instalação para aqueles que nunca fizeram isso e gostariam de antes aprender, sem mexer no HD.
  4. Obtendo o Fedora, conferindo o hash e gravando.
  5. Liberando espaço para o Fedora:
    • Particionamento do disco: Método I
    • Particionamento do Disco: Método II
  6. Instalação do Fedora: Os finalmentes!
  7. Fedora, fazendo alguns ajustes
  8. (…)

Isso está um pouco superficial, mas ficará claro na medida em que surgirem. Haverá continuidade de pequenas configurações, além de artigos introdutórios a linha de comando e, espero, o leitor se convencerá de que esta, longe de ser difícil, é divertida! Embora não se precise dela para instalar e usar o Fedora.

Somente espero não demorar para publicar, mas irei fazer com calma , na medida em que me sobrar tempo, para que fique o melhor possível. E que venham os próximos artigos! 🙂

Update:

Segunda parte da série: Migrando para o Pinguim: Programas

Referências/Links

[1] O que é Linux – Um excelente artigo da comunidade Viva o Linux explicando com uma riqueza enorme o sistema, suas distribuições, e a história de algumas delas.

[2] Guia Foca Linux – Muitos usuários Linux devem em muito o aprendizado do sistema a esse guia.

[3] Revista Espírito Livre – No. 5: Essa edição foi dedicada ao uso do Linux no Desktop. Realmente vale a pena dar uma lida. E,, veja só, mais um exemplo de colaboração!

[4] Programa Link Brasil – Software Livre – Primeira parte – Uma discussão sobre o uso do Software Livre.

[5] Programa Link Brasil – Software Livre – Segunda Parte – Continuação do parte anterior.

[6] Revista Fedora Brasil No. 3 – Mais um caso de sucesso contado nessa revista sobre a migração do Ministério Público de Tocantins para Linux.